MULHER ASFALTO

MULHER ASFALTO
Mutumbela Gogo 

  

Sucesso internacional desagua no Índico

Com o titulo original  “Epilogue d’une trottoir” de Alain kamal Martial,  lido por Lucrécia Paco no Festival d’Avignon 2007 e, posteriorimente, interpretado na Chartreuse les Avignon e Theatre National de Bonlieu, de Annecy – França, é apresentada para o público de Maputo numa encenação e interpretação de Lucrécia Paco com música de Cheny Wa Gune (Timbila Muzimba ).

Em “Mulher asfalto”, a prostituta rompe o silêncio e faz o uso da palavra:
palavra prostituída
palavra da sombra
palavra da esquina
passeio
rua

Palavra que luta para existir como ser humano numa altura em que sua carne prostituta é carne vendida, carne comercializada… carne de mulher que se bate para existir depois de violentamente ser esquartejada por um cliente que faz dela “um não ser, uma não vida”.

Ela rompe o silêncio faz a denúncia. “Mulher asfalto” é o grito que se esconde em muitas outras mulheres que se sujeitam aos maus tratos numa relação de domínio do homem em relação à mulher.

Em termos artísticos, “Mulher Asfalto”  é um espaço de diálogo entre o texto, a linguagem teatral e a música, num espectáculo em que as diferentes formas de representação interagem. Resultando num monólogo em que os  sons da Timbila, da M’bira  e do Xitende tomam o seu espaço e emprestam as sensações que o timbre oferece, a nível emotivo.

 

Direcção e Interpretação: Lucrécia Paco
Musico: Cheny Wa Gune
Sonoplastia: Charlie Schalosky
Luz: Quito Tembe
Produção: Manuela Soeiro
Video: Lito Logaritimo

 

www.maputo.co.mz/por/sociedade/noticias


 
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